São seis da manhã e estou acordada tão cedo com dor de estômago. No auge da minha inocência, achei que dormindo melhoraria. Mas não, ainda tá doendo. O Doutor Google me disse pra tomar ranitidina, mas eu não posso tomar ranitidina, eu devo ser alérgica, porque sempre que me dão essa merda eu pioro. Desculpe o palavreado, eu fico um pouco irritada com dor.
O fato é que, acordada desde as cinco da manhã por conta, também, de um sonho pavoroso, eu entrei em um blog qualquer e comecei a ler os textos. Aí me deu vontade de escrever nesse aqui. Pensei em vários temas, já esqueci a maioria. Pensei em um texto que me renderia prêmios, mas me perdi no meio do caminho até o editor de textos no blog. Me desculpem. Então só vou contar algumas coisas sobre mim.
Eu gosto de política. Admito que seja algo estranho de ver alguém admitindo, mas eu gosto. E comecei uma oficina sobre política com duração de oito semanas na faculdade. Isso quer dizer que poderei fazer posts criticando o sistema com mais propriedade, agora que estou dominando e entendendo cada vez mais o assunto. Estou quase ficando a favor da monarquia e cada vez mais contra um certo partido com sigla de duas letras que está agora comemorando dez anos de palhaçada no Brasil, mas não citarei nomes. E ok, não estou tão a favor da monarquia assim, mas convenhamos... os países que ainda mantém uma família real dão um tapa bonito na cara dos presidentes. Enfim.
Eu gosto de moda. O que não me torna uma pessoa superficial, tá, sociedade? Estou terminando meu curso de produção de moda. E isso também não quer dizer que eu tenha aprendido a costurar, produção não envolve costura, mas sim a produção daqueles editoriais lindos que vemos em algumas revistas. E isso envolve muita pesquisa, repertório cultural e referências infinitas. Tô amando.
Eu gosto dos meus amigos. E fiquei muito feliz de ter a oportunidade de fazer novos. Conheci pessoas lindíssimas. Uma porta velha, cheia de cupim e emperrada que não abre direito se fecha mais ainda e outra porta nova se abre.
Eu ainda não gosto da faculdade. Mesmo com novos amigos e a oficina de política. O sistema provavelmente nunca vai me agradar. E tô cheia de trabalhos pra fazer, não consegui ler meu livro novo direito, o pobrezinho vai ter que esperar até as férias. Eu só queria saber o que leva alguns professores a passarem exatamente o mesmo trabalho, de novo, com outro "tema". Eu explico: o primeiro trabalho de instrumentação em produção foi fazer um mascote de 30 cm de alguma marca. Meu belo grupo gigante de sete pessoas foi obrigado a fazer dois mascotes e escolhemos Tortuguita e Dollynho. Nos descabelamos, porque dá muito trabalho. O segundo trabalho da mesma matéria é pra fazer a mesma coisa, só que com comida. O grupo agora ficou com oito pessoas, então nos dividimos pra não ter que fazer três e virar uma pizzaria. Mas dá preguiça fazer tudo de novo, do mesmo jeito e em outras matérias aconteceu o mesmo. Haja paciência.
Descobri que eu gosto de pintar. Não fazia isso desde a escola, e na escola eu não gostava de pintar o que me obrigavam, meu negócio é o abstrato. Vou até terminar esse post sem propósito com um pedacinho do meu desenho lindo.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Arte
Hoje passei um bom tempo conversando com minha professora de linguagem visual depois da aula (tirei 10 no meu desenho, uhul). E senti vontade de vir contar aqui um pouco sobre os artistas incríveis que ela me falou sobre.
O primeiro é o Hans Eijkelboom, um artista holandês que fotografa pessoas nas ruas, em diferentes cidades e países, há mais de duas décadas, e cria séries de imagens identificando padrões entre as roupas das pessoas fotografadas. Ele participou da 30ª Bienal de São Paulo com suas séries de fotografias:
O primeiro é o Hans Eijkelboom, um artista holandês que fotografa pessoas nas ruas, em diferentes cidades e países, há mais de duas décadas, e cria séries de imagens identificando padrões entre as roupas das pessoas fotografadas. Ele participou da 30ª Bienal de São Paulo com suas séries de fotografias:
O trabalho padronizado de Hans pode ser descrito em poucas palavras, definidas por Lilian Pacce em seu blog como "individualidade, globalização, comum e singular". O artista fotografou ao redor do mundo encontrando padrões, o que, há de se pensar, reflete o poder da moda, as dimensões da globalização e do poder das mídias de massa sobre a sociedade - só para citar alguns tópicos a serem discutidos, mas que não entrarei em detalhes neste post. O trabalho do cara é um verdadeiro estudo antropológico, quase o trabalho de um trendhunter (caçador de tendências, em tradução literal, mas, convenhamos, é mais legal falar trendhunter mesmo).
Outra artista que minha professora me indicou e que andei pesquisando foi a Sonia Delaunay e sua abstração geométrica em móveis, tecidos e roupas. Eu não lembro se já comentei meu interesse pela moda por aqui - se não comentei vai ficar pra um possível post com algum comentário sobre meu interesse pela moda, meu curso, minha vida, etc. O fato é que esses dois artistas são ótimas referências pra quem se interessa por arte, conceitos, estudos, observação, dedução, aprendizado, descobertas e agregar repertório cultural.
Muito bem, voltando à Sonia.. Ela nasceu na Rússia, mas se mudou para a França, onde conheceu seu marido Robert Delaunay e juntos desenvolveram a teoria da simultaneidade (pesquisem), que deu origem às obras dela, com cores contrastantes, primárias e às vezes em tons terrosos, com linhas e formas geométricas formando uma estética abstrata.
O que eu achei mais curioso e interessante eram os vestidos poema da artista, é com uma imagem de um deles que termino este post, trazendo um pouco de arte à este blog.
sábado, 30 de março de 2013
Achados e perdidos
Acho que perdi a inspiração. Deve ser porque agora eu tô bem e as coisas que me incomodam não mais me provocam e dessa maneira eu não escrevo mais. Vez ou outra bate uma vontade de escrever um texto mas eu sempre acabo por descartar minhas palavras, cuidadosamente arranjadas, como se fosse por um aluno de quinta série. Dessa forma peço paciência comigo, pois no momento estou enfrentando um bloqueio criativo. Redativo. Mas prometo não deixar este blog passando fome, mesmo frustrada por não pensar mais nas palavras como queria. Seguem alguns pormenores curiosos sobre minha vida enquanto estive ausente.
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Minha frustração com a faculdade acabou revelando seu motivo. Numa sexta feira, eu percebi que o problema não era focado apenas na instituição e no curso, mas também no grupo que eu estava inserida para a realização dos trabalhos acadêmicos. Minha voz voltou na segunda feira, com um dos meus novos grupos de trabalho, quando as esperanças de surgir uma motivaçãozinha já iam se apagando. A luz no fim do túnel existe, meus amigos, às vezes ela só não está na direção que estamos procurando.
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Indo na contramão de todas as expectativas sobre mim, comecei uma jornada matinal rumo à academia. Estou me exercitando, dançando e futuramente lutando. Logo eu, que no segundo ano do ensino médio fiquei de recuperação em educação física. Mas meu problema mesmo é em relação à competitividade. Não sou de competir, sou de querer e fazer, sem precisar me sentir melhor que outros pra ficar feliz.
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Iniciei um novo projeto com mais dois amigos. Envolve produção e envolve vídeos. É tudo o que eu tenho pra falar sobre por enquanto. Ah, é sobre assuntos que me interessam e deveriam ser de interesse nacional. Aguardem.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O que acontece depois dos 16
Não que eu tenha muita idade pra falar sobre o assunto, mas quero falar sobre como eu me sinto.
Uma coisa que ninguém diz sobre crescer, é que quanto mais velho a gente fica, mais sozinho se sente.
Você sai da escola, entra na faculdade, conhece várias pessoas, mas é cada vez mais raro algum deles se tornar amigo pra vida toda. Você vai percebendo com o tempo que a maioria das amizades é superficial e pode passar meses conversando com uma pessoa todos os dias sem nem saber que ela tem um cachorro e que a cor favorita dela é verde.
Cada vez mais as coisas perdem o sentido e você vai se deixando ser direcionado pra onde querem que você vá. Aqueles sonhos de mudar o mundo começam a virar só uma lembrança e mesmo no meio daquele medo de se esquecer quem se é, você acaba se perdendo de si mesmo.
É daí, creio eu, que vêm as frustrações, as irritações e as perguntas de "o que eu tô fazendo aqui?" que posteriormente se tornam "o que eu fiz com a minha vida?".
Eu não quero ser assim, luto todos os dias pra não me perder dos meu ideais, mas estou sendo empurrada pra esse destino tão certo quanto a morte. Tudo começa com uma desmotivação e quando eu vejo já estou mendigando, implorando por uma simples conversa no ônibus ou na fila do pão:
- O tempo tá bom hoje, né
- É, mas já já chove
Pra não dizer que estou completamente perdida, posso dizer que em alguns momentos me encontro. Como hoje, na volta pra casa, encontrei uma pétala de flor no banco do ônibus. Peguei a pétala e coloquei na janela, para dar mais vida à paisagem cinza de São Paulo. Então resolvi criar uma outra paisagem, e aquela era eu. Minha visão. Eu.
Uma coisa que ninguém diz sobre crescer, é que quanto mais velho a gente fica, mais sozinho se sente.
Você sai da escola, entra na faculdade, conhece várias pessoas, mas é cada vez mais raro algum deles se tornar amigo pra vida toda. Você vai percebendo com o tempo que a maioria das amizades é superficial e pode passar meses conversando com uma pessoa todos os dias sem nem saber que ela tem um cachorro e que a cor favorita dela é verde.
Cada vez mais as coisas perdem o sentido e você vai se deixando ser direcionado pra onde querem que você vá. Aqueles sonhos de mudar o mundo começam a virar só uma lembrança e mesmo no meio daquele medo de se esquecer quem se é, você acaba se perdendo de si mesmo.
É daí, creio eu, que vêm as frustrações, as irritações e as perguntas de "o que eu tô fazendo aqui?" que posteriormente se tornam "o que eu fiz com a minha vida?".
Eu não quero ser assim, luto todos os dias pra não me perder dos meu ideais, mas estou sendo empurrada pra esse destino tão certo quanto a morte. Tudo começa com uma desmotivação e quando eu vejo já estou mendigando, implorando por uma simples conversa no ônibus ou na fila do pão:
- O tempo tá bom hoje, né
- É, mas já já chove
Pra não dizer que estou completamente perdida, posso dizer que em alguns momentos me encontro. Como hoje, na volta pra casa, encontrei uma pétala de flor no banco do ônibus. Peguei a pétala e coloquei na janela, para dar mais vida à paisagem cinza de São Paulo. Então resolvi criar uma outra paisagem, e aquela era eu. Minha visão. Eu.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
11 perguntas "meme do blog"
A Dasty do Spleen Juice me mandou esse meme e achei legal participar, nunca fiz nada do tipo por aqui, talvez seja interessante tentar, por motivos já citados aqui rs.. vamos lá.
Regras: "um blog faz uma tag com perguntas e tagueia outros 10 blogs - e assim um círculo. A regra é nomear blogs com o menor número de seguidores para nós criarmos um relacionamento e nos conhecermos".
Perguntas:
1) Como escolheu o nome do seu blog?
O nome me veio um belo dia, do nada. Não foi um processo super bem pensado, estratégico e etc. Surgiu sozinho rs Mas acho que ele traduz bem o que a maioria das pessoas pensam a respeito da maioria das minhas ideias: paranóia. E aleatória pode-se dizer que é a frequencia de postagens do blog, porque eu não tenho uma meta de postagens por semana, ou algo do tipo, eu escrevo quando a paranóia surge :)
2) Quanto tempo se dedica ao blog?
Menos do que eu gostaria, principalmente desde que entrei na faculdade. Na verdade, enquanto não surge nenhuma ideia nova pra postar, eu acompanho comentários e respondo alguns, mas espero conseguir dedicar mais tempo pro blog, porque paranóias não faltam ultimamente, só tempo mesmo rs
3) Já teve algum problema com comentários de anônimos no blog? O que?
Na verdade não, só fico um pouco curiosa pra saber quem comentou às vezes haha Só uma vez não gostei de um comentário anônimo, mas não era nada ofensivo, só não gostei mesmo e respondi explicando o porque.
4) Pretende mudar algo no blog em 2013?
Mais ou menos, minha meta por enquanto é fazer mais posts sobre coisas que eu gosto do que reclamando rs. E talvez mudar o layout, mas talvez, porque não sou muito boa com html, então eu geralmente uso os layouts do blogger mesmo hehe
5) Já ficou sem inspiração pra postar? Como superou isso?
All the time! Minha inspiração não costuma ser muito constante, por isso estou sempre à espera dela. Já tentei procurar, mas ela só aparece quando quer mesmo. E às vezes escrevo um post e não gosto nem um pouquinho dele, por parecer que foi escrito por uma criança rs Dependendo do tema eu salvo pra tentar editar depois, ou descarto.
6) O que gosta de fazer quando não está no computador?
Sair, ir ao cinema, passear, ler, dormir, ir pro meu curso de produção de moda... Mas geralmente quando eu não tô no computador eu tô na faculdade, o que não me agrada muito, pra falar a verdade. Então essas seriam coisas que eu gosto de fazer quando não estou no computador e não estou na faculdade, ou fazendo algum trabalho pra dita cuja hehe
7) Quantos livros lê por mês?
Não tem um número certo, eu costumava ler bem mais antes da faculdade, mas agora passo uns três meses sem ler livros (não acadêmicos). Triste, eu sei. Eu tava tentando aproveitar as férias pra ler mais e minha próxima leitura será "Quando Nietzsche Chorou". Fiquei com muita vontade de ler depois que li uma resenha dele.
8) Quantos blogs visita por dia?
Não tem um número certo, também, não costumo ler todos os dias, senão perde a graça ler só um post rs mas sempre visito uns dois ou três de uma vez e passo um bom tempo lendo :)
9) Qual blog visita todos os dias?
Não tem um que eu visite todos os dias, mas um que eu tenho visitado com frequencia é o Spleen Juice. Adoro o blog e adoro a Dani! saudades :)
10) Há quanto tempo está na blogosfera?
Desde 2006, com outros blogs e com esse desde outubro de 2011.
11) Você se inspira em outro blog? Qual?
Atualmente, não tem um específico, mas de certa forma todos os blogs que visito são inspiradores de alguma maneira. Um blog que eu gosto muito e que meio que me inspirou a fazer este aqui é o Nerd Calculista. Acompanho há um bom tempo já :)
Ok, eu sei, agora eu deveria indicar blogs pra fazer o meme também, mas não sei se conheço tantos assim pra indicar. Não seria eu se não quebrasse alguma regra, pois é. Fuck the police!
Então quem quiser fazer, fique a vontade, pode comentar aqui pra eu ver também ;)
Regras: "um blog faz uma tag com perguntas e tagueia outros 10 blogs - e assim um círculo. A regra é nomear blogs com o menor número de seguidores para nós criarmos um relacionamento e nos conhecermos".
Perguntas:
1) Como escolheu o nome do seu blog?
O nome me veio um belo dia, do nada. Não foi um processo super bem pensado, estratégico e etc. Surgiu sozinho rs Mas acho que ele traduz bem o que a maioria das pessoas pensam a respeito da maioria das minhas ideias: paranóia. E aleatória pode-se dizer que é a frequencia de postagens do blog, porque eu não tenho uma meta de postagens por semana, ou algo do tipo, eu escrevo quando a paranóia surge :)
2) Quanto tempo se dedica ao blog?
Menos do que eu gostaria, principalmente desde que entrei na faculdade. Na verdade, enquanto não surge nenhuma ideia nova pra postar, eu acompanho comentários e respondo alguns, mas espero conseguir dedicar mais tempo pro blog, porque paranóias não faltam ultimamente, só tempo mesmo rs
3) Já teve algum problema com comentários de anônimos no blog? O que?
Na verdade não, só fico um pouco curiosa pra saber quem comentou às vezes haha Só uma vez não gostei de um comentário anônimo, mas não era nada ofensivo, só não gostei mesmo e respondi explicando o porque.
4) Pretende mudar algo no blog em 2013?
Mais ou menos, minha meta por enquanto é fazer mais posts sobre coisas que eu gosto do que reclamando rs. E talvez mudar o layout, mas talvez, porque não sou muito boa com html, então eu geralmente uso os layouts do blogger mesmo hehe
5) Já ficou sem inspiração pra postar? Como superou isso?
All the time! Minha inspiração não costuma ser muito constante, por isso estou sempre à espera dela. Já tentei procurar, mas ela só aparece quando quer mesmo. E às vezes escrevo um post e não gosto nem um pouquinho dele, por parecer que foi escrito por uma criança rs Dependendo do tema eu salvo pra tentar editar depois, ou descarto.
6) O que gosta de fazer quando não está no computador?
Sair, ir ao cinema, passear, ler, dormir, ir pro meu curso de produção de moda... Mas geralmente quando eu não tô no computador eu tô na faculdade, o que não me agrada muito, pra falar a verdade. Então essas seriam coisas que eu gosto de fazer quando não estou no computador e não estou na faculdade, ou fazendo algum trabalho pra dita cuja hehe
7) Quantos livros lê por mês?
Não tem um número certo, eu costumava ler bem mais antes da faculdade, mas agora passo uns três meses sem ler livros (não acadêmicos). Triste, eu sei. Eu tava tentando aproveitar as férias pra ler mais e minha próxima leitura será "Quando Nietzsche Chorou". Fiquei com muita vontade de ler depois que li uma resenha dele.
8) Quantos blogs visita por dia?
Não tem um número certo, também, não costumo ler todos os dias, senão perde a graça ler só um post rs mas sempre visito uns dois ou três de uma vez e passo um bom tempo lendo :)
9) Qual blog visita todos os dias?
Não tem um que eu visite todos os dias, mas um que eu tenho visitado com frequencia é o Spleen Juice. Adoro o blog e adoro a Dani! saudades :)
10) Há quanto tempo está na blogosfera?
Desde 2006, com outros blogs e com esse desde outubro de 2011.
11) Você se inspira em outro blog? Qual?
Atualmente, não tem um específico, mas de certa forma todos os blogs que visito são inspiradores de alguma maneira. Um blog que eu gosto muito e que meio que me inspirou a fazer este aqui é o Nerd Calculista. Acompanho há um bom tempo já :)
Ok, eu sei, agora eu deveria indicar blogs pra fazer o meme também, mas não sei se conheço tantos assim pra indicar. Não seria eu se não quebrasse alguma regra, pois é. Fuck the police!
Então quem quiser fazer, fique a vontade, pode comentar aqui pra eu ver também ;)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Um trocado, por favor?
Quero começar este post salientando a importância de sempre ter um "trocado pro ônibus" no bolso. Isso evita caminhadas debaixo de um sol escaldante ou chuva por alguns km. Foi o caso de um amigo hoje, que sem trocado, andou cerca de 5km:
- Ter sempre um trocado no bolso tá no Manual de Sobrevivência, colega. É tipo a teoria darvinista aplicada à cidade grande.
- A sobrevivência do mais forte?
- Adaptação.
Adoro aplicar e criar novas teorias em diferentes situações, isso ajuda a exercitar meu cérebro, já que na faculdade não deixam.
Estapear a sociedade é um dos meus passatempos preferidos. Sempre sei que consegui alfinetá-la quando ela levanta e me dá um murro de volta. Ela é muito ignorante, não aceita opiniões diferentes... deve ser algum complexo de inferioridade, já que ela não lida muito bem com críticas e precisa diminuir os outros pra se sentir maior.
De qualquer forma, agora a Sociedade me colocou de castigo, o que não me faz criticá-la menos, muito pelo contrário. Ela castiga quem ousa pensar fora da caixa, o que não é de todo ruim, é apenas um indicativo de inteligência, da qual precisamos para sobreviver nessa selva.
Se eu pudesse dar uma dica para quem quiser ler, seria: não siga a maioria. A sociedade hoje está distorcida, talvez meio gagá. Não vale a pena perder tempo com os dejetos ideológicos pregados por aí. Observe, entenda e depois critique, conteste, combata.
- Ter sempre um trocado no bolso tá no Manual de Sobrevivência, colega. É tipo a teoria darvinista aplicada à cidade grande.
- A sobrevivência do mais forte?
- Adaptação.
Adoro aplicar e criar novas teorias em diferentes situações, isso ajuda a exercitar meu cérebro, já que na faculdade não deixam.
Estapear a sociedade é um dos meus passatempos preferidos. Sempre sei que consegui alfinetá-la quando ela levanta e me dá um murro de volta. Ela é muito ignorante, não aceita opiniões diferentes... deve ser algum complexo de inferioridade, já que ela não lida muito bem com críticas e precisa diminuir os outros pra se sentir maior.
De qualquer forma, agora a Sociedade me colocou de castigo, o que não me faz criticá-la menos, muito pelo contrário. Ela castiga quem ousa pensar fora da caixa, o que não é de todo ruim, é apenas um indicativo de inteligência, da qual precisamos para sobreviver nessa selva.
Se eu pudesse dar uma dica para quem quiser ler, seria: não siga a maioria. A sociedade hoje está distorcida, talvez meio gagá. Não vale a pena perder tempo com os dejetos ideológicos pregados por aí. Observe, entenda e depois critique, conteste, combata.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Mil tretas
Devo começar dizendo que o título do post é uma homenagem à uma amiga que há tempos eu não via, e acabei reencontrando hoje em meio ao caos.
Manhã:
Meu dia já começou meio torto, com olho irritado e sem encaixe de emergência no consultório.
Parti, então, rumo à minha rotina de sempre, seguindo para o ponto de ônibus e chegando lá minutos depois de ele ter passado. Eu geralmente esperaria pelo próximo ônibus, ao meio dia, mas visto que havia um trabalho a ser entregue na primeira aula, decidi pegar um ônibus até o metrô mais próximo e de lá seguir até a faculdade. E foi assim que começou a minha segunda feira:
- Aqui já é o ponto final
- Ué, mas cadê o metrô?
- Ah, segue naquela rua ali até o final e vira a esquerda
Nesse momento percebi que só tinha R$3,50 no bolso. Posso não ser muito boa em matemática, mas seguindo a lógica mastercard, aqui segue o problema: Nicole tem três reais e cinquenta centavos no bolso. Bilhete de metrô: três reais. Passagem de ônibus do metrô até a universidade: três reais. Andar dois km debaixo de um sol escaldante por não ter dinheiro suficiente: não tem preço.
Inconformada com a situação e morrendo de dor no rim (me recuso a explicar), saí do metrô em busca de um banco no centro de São Paulo. Tirei dinheiro e peguei um táxi, por não querer chegar tão atrasada para a apresentação de meu adorável trabalho e não aguentar mais andar.
Tarde:
Chegada a esperada hora de ir embora, depois de uma chuva incrivelmente forte, estava eu no ponto de ônibus. Mal sabia eu que, durante a tempestade, algumas árvores cairam... e que esse seria o detalhe crucial para dar continuidade ao dia da lei de murphy.
- Parece que caiu uma árvore lá em cima e a CET tá desviando os ônibus, não vai passar mais ônibus nessa rua.
Uma hora e meia de espera e dois ônibus lotados que não conseguíamos entrar depois, nosso grupo já totalizava oito pessoas decididas a percorrer o longo caminho até o metrô em meio ao trânsito caótico instaurado na capital paulista naquele início de noite. No trajeto encontrei a amiga homenageada e agora estávamos em dez pessoas, o suficiente para chegarmos vivas e intactas a algum lugar mais próximo de casa.
- Linha amarela ou vermelha?
- A vermelha sempre dá problema e parece que a amarela tá mais tranquila agora...
- Véi, precisamos de uma foto desse dia!
Pra resumir e me poupar palavras... arredondando:
Horário de chegada no ponto de ônibus: 17h25
Horário de chegada em casa: 21h00
Manhã:
Meu dia já começou meio torto, com olho irritado e sem encaixe de emergência no consultório.
Parti, então, rumo à minha rotina de sempre, seguindo para o ponto de ônibus e chegando lá minutos depois de ele ter passado. Eu geralmente esperaria pelo próximo ônibus, ao meio dia, mas visto que havia um trabalho a ser entregue na primeira aula, decidi pegar um ônibus até o metrô mais próximo e de lá seguir até a faculdade. E foi assim que começou a minha segunda feira:
- Aqui já é o ponto final
- Ué, mas cadê o metrô?
- Ah, segue naquela rua ali até o final e vira a esquerda
Nesse momento percebi que só tinha R$3,50 no bolso. Posso não ser muito boa em matemática, mas seguindo a lógica mastercard, aqui segue o problema: Nicole tem três reais e cinquenta centavos no bolso. Bilhete de metrô: três reais. Passagem de ônibus do metrô até a universidade: três reais. Andar dois km debaixo de um sol escaldante por não ter dinheiro suficiente: não tem preço.
Inconformada com a situação e morrendo de dor no rim (me recuso a explicar), saí do metrô em busca de um banco no centro de São Paulo. Tirei dinheiro e peguei um táxi, por não querer chegar tão atrasada para a apresentação de meu adorável trabalho e não aguentar mais andar.
Tarde:
Chegada a esperada hora de ir embora, depois de uma chuva incrivelmente forte, estava eu no ponto de ônibus. Mal sabia eu que, durante a tempestade, algumas árvores cairam... e que esse seria o detalhe crucial para dar continuidade ao dia da lei de murphy.
- Parece que caiu uma árvore lá em cima e a CET tá desviando os ônibus, não vai passar mais ônibus nessa rua.
Uma hora e meia de espera e dois ônibus lotados que não conseguíamos entrar depois, nosso grupo já totalizava oito pessoas decididas a percorrer o longo caminho até o metrô em meio ao trânsito caótico instaurado na capital paulista naquele início de noite. No trajeto encontrei a amiga homenageada e agora estávamos em dez pessoas, o suficiente para chegarmos vivas e intactas a algum lugar mais próximo de casa.
- Linha amarela ou vermelha?
- A vermelha sempre dá problema e parece que a amarela tá mais tranquila agora...
- Véi, precisamos de uma foto desse dia!
Pra resumir e me poupar palavras... arredondando:
Horário de chegada no ponto de ônibus: 17h25
Horário de chegada em casa: 21h00
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Time to change
Essa semana retomei a rotina e isso me deixou literalmente doente (não entrarei em detalhes). No primeiro dia de volta à faculdade eu já tive vontade de trancar o curso pelo simples motivo de eu realmente não conseguir me conformar com a fórmula ultrapassada de ensino.
Eu explico: Uma faculdade que se denomina uma das melhores do país, com o intuito de formar futuros profissionais e que preza por uma certa qualidade de "ensino" não deveria se ater ao modelo alunos-sentados-e-professores-falando. Eu curso publicidade e propaganda e minha ideia de como as coisas deveriam ser diferem - e muito - de como as coisas são. Um exemplo rápido:
Como é: matérias teóricas. Teoria, muita teoria. Transformam até a prática em teoria. Alguns exercícios pouco eficazes e trabalhos idem. Chatice eterna.
Como deveria ser (pelo menos para o meu curso): Cada turma poderia ser transformada em uma agência, ou setor de uma, e aprenderíamos, na prática, como é o dia-a-dia de um publicitário. Sem dúvida sairíamos da faculdade bem mais preparados para exercer a profissão.
Esse negócio de textos para ler para a próxima aula e trabalhinhos pra "aquecer" me tiram do sério. Tô cansada de não ver o propósito em aprender e fazer certas coisas. O conteúdo que eu vi na escola já está provado ser 75% inútil, eu esperava uma porcentagem menor da faculdade.
Tenho várias ideias de como melhorar tudo isso e ninguém com poder suficiente para mudar as coisas disposto a me ouvir. Se alguém quiser se juntar a mim para trocar ideias e elaborar um projeto reestruturando o sistema educacional e revolucionar o método de ensino mundialmente, por favor me procure. E eu falo sério.
Esse negócio de textos para ler para a próxima aula e trabalhinhos pra "aquecer" me tiram do sério. Tô cansada de não ver o propósito em aprender e fazer certas coisas. O conteúdo que eu vi na escola já está provado ser 75% inútil, eu esperava uma porcentagem menor da faculdade.
Tenho várias ideias de como melhorar tudo isso e ninguém com poder suficiente para mudar as coisas disposto a me ouvir. Se alguém quiser se juntar a mim para trocar ideias e elaborar um projeto reestruturando o sistema educacional e revolucionar o método de ensino mundialmente, por favor me procure. E eu falo sério.
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