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terça-feira, 22 de maio de 2012

Manual prático sobre como levar a vida

Venho, por meio deste post, primeiramente me desculpar com meus cinco leitores pela falta de atualizações no blog. Eu poderia dar mil e uma explicações por não ter escrito nada recentemente, mas não sou nenhuma especialista em desculpas esfarrapadas. Deixo-lhes, portanto, com a explicação mais verdadeira, embora não exclusiva: falta de inspiração de causa aparentemente desconhecida. Nada grave, devo acrescentar.

Antes de começar o manual, permitam-me introduzir uma breve narrativa.

Minha vida nas últimas semanas tem se resumido a fazer trabalhos para a faculdade e começar a estudar para as provas finais - já mencionei minha decepção com a faculdade? 
Em meio a tão odiada rotina eu preciso encontrar algo que me divirta. Não gosto de ficar irritada, nem de fazer coisas que eu não quero. Eu sei que ninguém deve gostar, mas muita gente se conforma em fazer o que não quer. Eu evito. E aqui começa o manual prático, tão prático, que tem apenas uma dica sobre como levar a vida: mantenha o equilíbrio.

Sim, é o que todo mundo diz. Sim, é o que você deveria buscar. Afinal, obrigações não existem, são coisas que você se impõe. Nada errado colocá-las de lado de vez em quando e ir tomar um sorvete, comer uma esfiha de m&m's, sair com alguém que você goste ou simplesmente ficar à toa. Melhor parar de vez em quando do que nunca - e acabar explodindo de uma só vez. 

Esse manual é tão prático que nem te obriga tanto a pensar. Só respirar fundo e ir fazer algo que você goste. 

Nada melhor para ilustrar este post do que esse quadrinho:


Sábio Charlie Brown...

sábado, 28 de abril de 2012

Vocês gostam de respirar?

Que parece que o Brasil não tá nem aí para as florestas não é novidade (né, Dilma?).
Mas por mais que pareça que nós - parte esclarecida da população que se importa com as florestas e é contra o desmatamento - somos incapazes de fazer algo, não é bem assim.

O Greenpeace lançou mais uma campanha contra o desmatamento, dessa vez a ideia é levar ao Congresso uma lei popular exigindo desmatamento zero. São necessárias 1 milhão e 400 mil assinaturas de eleitores para a lei ser aceita pelo Congresso. Fica fácil conseguir esse número de assinaturas se todo mundo assinar e ajudar a divulgar a campanha.

Por que assinar?
Se você é contra o desmatamento, assine.
Se você não sabe muito bem o que isso quer dizer, eu explico: as florestas ajudam a equilibrar a natureza. Sem florestas, sem equilíbrio. Sem equilíbrio acontecem catástrofes naturais, e cada vez mais vão existir aqueles dias de "tempo louco". E daí? E daí que catástrofes naturais causam mortes, atrapalham a vida das pessoas, dificultam a distribuição de energia elétrica por dias (imagina ficar sem internet porque resolveram desmatar a Amazônia? Chato, né?), dificultam também o acesso à água potável (o que significa, além de morrer de sede, nada de banho...), ou seja, é melhor deixar tudo em equilíbrio, não é mesmo?

Se quiser ler o projeto de lei, clique aqui.
Se quiser saber mais sobre a Liga das Florestas, clique aqui.

Pra facilitar a sua vida eu até coloquei o quadrinho aqui embaixo pra assinar! Não tem desculpa.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Eu sou quase um paradoxo

Desde que aprendi a pensar por conta própria e desenvolver meu senso crítico e opiniões próprias digo que não gosto da escola. Não concordo com o sistema educacional e não acho que escola seja um mal necessário.. Acho que escola é apenas um mal - só isso.

Mas dado o mundo em que vivemos e as circunstâncias impostas para se obter "sucesso na vida" sou obrigada a seguir o protocolo. Passei boa parte do meu tempo no ensino médio torcendo pra que acabasse logo - e finalmente acabou. Enfrentei alguns meses de dúvidas, pensando em parar de estudar e tomar um rumo diferente na vida. Eu simplesmente não me encaixava - e ainda não me encaixo - nesse sistema "educacional". Sempre fui um pouco descrente do mundo.

Eis que terminei o ensino médio e entrei na faculdade. O que me ajudou a tomar a decisão de seguir em frente? Meu livro preferido, oras. Não há livro que eu me identifique mais do que O Apanhador no Campo de Centeio. As ideias de Holden Caulfield parecem ditas por mim e eu me identificava com o momento do personagem. Eu me casaria com Holden se ele fosse real, no duro.

Bom, continuando, em uma certa parte do livro, Holden recebe conselhos do Professor Antolini, que diz o seguinte: "Entre outras coisas, você vai descobrir que não é a primeira pessoa a ficar confusa e assustada, e até enojada, pelo comportamento humano. Você não está de maneira nenhuma sozinho nesse terreno, e se sentirá estimulado e entusiasmado quando souber disso. Muitos homens, muitos mesmo, enfrentaram os mesmos problemas morais e espirituais que você está enfrentando agora. Felizmente, alguns deles guardaram um registro de seus problemas. Você aprenderá com eles, se quiser. Da mesma forma que, algum dia, se você tiver alguma coisa a oferecer, alguém irá aprender alguma coisa de você. É um belo arranjo recíproco. E não é instrução. É história. É poesia."

O livro parecia me entender.

"Há outra coisa que uma educação acadêmica poderá proporcionar a você. Se você prosseguir nela por um tempo razoável, ela acabará lhe dando uma ideia das dimensões da sua mente. Do que ela comporta e, talvez, do que ela não comporta. Depois de algum tempo, você vai ter uma ideia do tipo de pensamento que sua mente deve abrigar. A vantagem disso é que talvez lhe poupe uma enormidade de tempo, que você perderia experimentando ideias que não se ajustam a você, não combinam com você. Você começará a conhecer as suas medidas exatas, e vestirá sua mente de acordo com elas."

É claro que levei um tempo pra ter coragem de continuar. Foram muitos dias - meses - me acostumando com a ideia de não abandonar a escola, entrar na faculdade e seguir minha vida moldando minha mente. Ainda é difícil aceitar certas coisas e ainda procuro alguém que me ajude a entendê-las. Mas sigo meu caminho... sempre procurando a way out.

Termino esse post fazendo minhas algumas palavras de Holden - sobre se ele iria se esforçar nos estudos, pergunta que ouvi muito quando tomei minha decisão de continuar "mesmo sem a mínima vontade" - no último capítulo do livro: "... isso é o tipo de pergunta imbecil. Quer dizer, como é que a gente pode saber o que é que vai fazer, até a hora que faz o troço? A resposta é: não sei. Acho que vou, mas como é que eu posso saber? Juro que é uma pergunta cretina."

sábado, 7 de abril de 2012

Jogos Vorazes X BBB

Domingo passado assisti Jogos Vorazes. Admito que o fato de to-do-mun-do ficar falando desse filme não era bem uma motivação pra eu querer assistir o primeiro filme da saga, mas dado o convite "vamos ao cinema?" e a programação que aquele horário permitia, acabei tendo a sorte de assistir a sessão legendada, mas também devo admitir que o melhor foi quando terminou o filme... enfim.

Durante o filme eu não pude deixar de estabelecer uma relação entre Jogos Vorazes e Big Brother Brasil. Eu assistiria BBB se os participantes entrassem na casa com o único objetivo de saírem de lá vivos... convenhamos, seria muito mais admirável lutar pela própria vida na casa do que ficar na piscina o dia todo, não?

Jogos Vorazes é um Big Brother com violência mais sugerida do que mostrada, em que adolescentes são convocados contra sua vontade a... morrer. O sucesso do filme, acredito eu, se deve pelo romancezinho falso que acontece entre Katniss e Peeta e também porque (quase) todo mundo adora ver gente se matando, não é mesmo?

Em Jogos Vorazes, as pessoas não gostam dos habitantes do distritos, existe um certo preconceito com a pobreza dos "mineradores". No "reality" show não tem como engolir nenhum dos participantes. Eis mais uma comparação: a morte dos personagens durante os jogos não faz diferença para a população alienada da capital fictícia do filme. A morte dos participantes superficiais, irritantes e promíscuos do BBB seria igualmente indiferente, embora um pouco repudiada pela nossa sociedade alienada atual, mais preocupada com as picuinhas dentro da casa.

Os espectadores dos jogos são o principal motivo de sua existência, do mesmo modo que a audiência do BBB é a principal culpada pela futura 13ª edição do programa mais inútil já inventado.

Dizem que BBB é um jogo. Então que comecem os jogos... "e que a sorte esteja sempre ao seu lado".

sexta-feira, 16 de março de 2012

você é um idiota?

Vez ou outra podemos nos deparar com coisas realmente boas no facebook e que valem o compartilhamento. Agora há pouco essa genialidade representada numa tirinha apareceu no meu feed:


Há um certo perigo de idiotas não entenderem a crítica presente nos quadrinhos. Eu gostaria muito de ter a paciência de explicar, mas infelizmente não tenho. Essa imagem resume o que mil artigos, notícias e livros debatem sobre. 

Me dei ao trabalho de elaborar uma pergunta-teste para identificar o nível de idiotice de algumas pessoas. As alternativas foram retiradas de alguns comentários reais sobre a imagem acima.

TESTE: VOCÊ É IDIOTA? (Resposta no final do post!)

Sobre a tirinha acima podemos inferir que:
a) "você venceu na vida, idiota"
b) "isso tudo é culpa da manipulação da mídia"
c) "seríamos uma espécie de homo idiotis?"
d) "é uma crítica ao que é ensinado na escola"
e) "não deixe ninguém dizer o que você é"


Vou tentar explicar um negócio pra vocês.. a crítica é à ideologia ensinada e incorporada ao longo da vida. Todo mundo já ouviu aquela pergunta "O que você vai ser quando crescer?" pelo menos uma vez. Essa pergunta é o começo de tudo. Somos direcionados a tomar certas atitudes ao longo da vida e indiretamente "aconselhados" a não questionar sobre elas. Essa questão envolve muitos assuntos, muitas teorias e muitas explicações. É muito vago culpar apenas a política e inútil culpar a mídia. A alienação criticada aqui é proveniente de um processo histórico, cultural e social que não começou há dez anos atrás e sim há centenas. Somos todos idiotas, uma vez que estamos inseridos no contexto da charge. A diferença é que alguns idiotas - ou eu deveria dizer a maioria? - carregam consigo a ignorância. Entender essa tirinha, infelizmente é privilégio de poucos. 



Resultados do testeSe você respondeu:
a) Sim, você é um idiota do tipo alienado e conformado que tenta disfarçar a própria ignorância tentando fazer alguma crítica inteligente a uma crítica. Mas foi uma boa tentativa, parabéns!
b) Sim, você é um idiota. Você provavelmente não entende muito bem o conceito de mídia... aconselho dar uma pesquisada e ler a quinta linha do último parágrafo do texto novamente. 
c) Sim, você é um idiota (já leu a parte em negrito?). A propósito, é uma ótima teoria!
d) Sim, você é um idiota. Você quase pegou o sentido da coisa, parabéns, você não é um idiota alienado!
e) bitch, please. 

OBS: O resultado do teste não tem a intenção de ofender ninguém. Por favor, note que o post gira em torno de uma tirinha que trata o substantivo "idiota" como sinônimo de "qualquer-pessoa-inserida-na-sociedade". Leia a parte em negrito para maiores explicações. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

"essa colher me irrita!"

Foi o que eu disse enquanto tomava meu sorvete.

Era uma noite irritantemente quente de janeiro e não havia melhor opção senão aquela sorveteria de nome brega no litoral. A verdade é que eu também estava irritada com a cobertura de morango que eu não havia pedido e me impedia de desfrutar o gelatto sabor creme. Mas, voltando a colher, ela era de plástico e pequena. Nada me irrita mais do que uma colher de plástico e pequena que necessita cuidado no manuseio ou ela se quebra - do nada, inesperadamente e sem aviso - e você fica sem tomar sorvete nenhum. Por outro lado eu sei que ninguém usou aquela colher antes de mim - ou pelo menos espero que não.
Alguns minutos depois me irritei com o fundo do copinho do sorvete que não era plano e a combinação nada harmônica fundo-com-um-vãozinho e colher-pequena-de-plástico-porém-grande-demais-para-pegar-o-sorvete fez com que eu desgostasse ainda mais daquele momento irritante.
Na hora de descartar todo aquele plástico, mais um detalhe. O detalhe mais irritante de todos os detalhes, capaz de estragar a próxima meia hora da minha vida: não tinha lixo reciclável. Todo o sorvete do estabelecimento era servido irritantemente em copinhos e talheres de plástico e o local não era adepto da reciclagem.
Me irritei por ter financiado esse estabelecimento eco unfriendly. Eco enemy. E por ter jogado plástico em lixo convencional. Me senti uma pessoa horrível.

Tudo culpa da colher irritante de plástico.

sexta-feira, 9 de março de 2012

é meio que uma história engraçada

O título desse post é a tradução literal de um filme que em português traduziram como "Se Enlouquecer, Não Se Apaixone". O longa é de 2010 mas eu acabei de assistir pela primeira vez essa história fofa de Craig (Keir Gilchrist), um menino depressivo que pede para ser internado e acaba indo parar na ala psiquiátrica para adultos de um hospital - já que a ala para adolescentes está em reformas - e lá acaba conhecendo Bobby (Zach Galifianakis) e Noelle (Emma Roberts).



A explicação para a depressão de Craig vem de problemas comuns como pais que não o dão toda a atenção que ele queria, pressão para entrar numa boa faculdade, a paixão platônica pela namorada do melhor amigo - que também parece ser melhor do que ele em tudo - e por aí vai. O filme consegue ser fofo e tratar os problemas e a vida como se fossem simples. A grande lição da história é que as vezes precisamos de reformas para sabermos que rumo tomar e perceber que aquilo que parece tão certo pode não ser tão certo assim e com isso descobrimos novos interesses.

Fiquei tentando relacionar o filme com algum aspecto da minha vida - eu faço isso às vezes - mas atualmente minha vida tá mais pra produção hora cliché, hora surpreendente. Embora o filme possa parecer chato, impressiona o modo como não fica monótono, mesmo se passando inteiro dentro do hospital. Eu me arriscaria a dizer que existe no longa uma lição de vida rs.

"você gosta de música?" "você gosta de respirar?"

Depois de assistir It's Kind Of A Funny Story, podemos assistir um show do Vampire Weekend, que tal? (assistam pra entender).



Ah, acabei de conseguir relacionar alguma parte da minha vida com o filme. Mas deixa isso pra outro post. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

olhe para cima

Eu costumava andar olhando pra baixo, costas encurvadas e segurando/abraçando alguma coisa, tentando me esconder dos olhares que por mim passavam. Eu costumava ter uma vergonha imensa de ser vista, então esse era meu jeito de ser invisível - ou pelo menos fingir que era.

Com o passar dos anos - e nem tantos assim foram necessários - esse jeito retraído de andar e comportar me rendeu uma escoliose e muita dor nas costas. Mas muito mais além disso, eu percebi que me escondendo do mundo, eu deixava de ver e observar o que estava a minha volta. Quando eu resolvi andar "do jeito certo" e levantar a cabeça pude perceber muitas coisas que sempre estiveram no meu caminho mas eu nunca tinha visto estando ocupada demais olhando para o chão. 

Hoje, andando na rua, eu vejo pessoas andando assim. Aí eu me lembro de olhar, não para frente, mas para cima. Ninguém anda olhando pra cima, ok. Mas é aí que muita gente perde a chance de ver as coisas num ângulo diferente. 

Então eu deixo aqui uma ideia: OLHE PARA CIMA. Aposto que tem muitas coisas divertidas ou interessantes esperando para serem observadas. Há algo interessante em tudo. Levante os olhos da tela do computador por um instante. Olhe pela janela. Observe o céu, os prédios, dê formato às nuvens. É uma bela distração.